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Modelo Padrão de Aquisição de Contrastes

Modelo Padrão de Aquisição de Contrastes
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A Avaliação Fonológica da Produção –  Modelo Padrão de Aquisição de Contrastes (Lazzarotto-Volcão, 2009)


O desenvolvimento fonológico tem sido explicado, de forma geral, através da aquisição de segmentos isolados ou de traços. O modelo padrão de Aquisição de Contrastes (PAC), proposto por Lazzarotto-Volcão (2009), pretende estruturar e explicar as etapas de desenvolvimento fonológico através da aquisição de contrastes, com base no pressuposto de que a existência de classes naturais e de contrastes depende da coocorrência de traços e não destes isoladamente. De acordo com este modelo, a combinação de traços, responsável pela emergência de contrastes (ex: oclusivas vs fricativas), conduz à aquisição dos diferentes segmentos, ao longo do desenvolvimento. O PAC permite dar conta das variabilidades individuais e, por esse motivo, é possível encontrar sistemas fonológicos enquadrados na mesma etapa de desenvolvimento, embora com perfis diferentes.

Desta forma, na avaliação da produção, deve ser proceder-se ao inventário fonético da criança em análise, descrevendo a sua capacidade articulatória, através da identificação dos sons que consegue articular. A par disso, importa identificar o seu inventário fonológico, ou seja, descrever quais os sons que a criança utiliza distintivamente na língua e, por fim, analisar estes dados. Esta análise poderá ser feita à luz de diferentes teorias, incluindo o modelo PAC. Veja-se o exemplo:


“ No momento da avaliação verifica-se a ausência dos segmentos /f, v, s, z/ no inventário fonético e fonológico. Para a emergência destes segmentos é necessária a combinação de vários traços, entre os quais [-soante], já existente no sistema, e o traço [+contínuo]. Esta combinação parece não estar a ser exercida, ocorrendo alterações do contraste oclusivas versus fricativas. Este contraste surge como instável pois a criança altera apenas as fricativas e não o contrário.”  (Reis, em prep.).

Conclui-se assim que, de acordo com os princípios do modelo, num sistema fonológico alterado, a intervenção não passará pela estimulação isolada de cada segmento, mas antes pela estimulação do contraste e da combinação dos traços em falta.



Autoras:Dina Caetano Alves e Tânia Reis




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